A lição do fogo

PDG ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI

            Sou um Companheiro Leão “mais ou menos chato”, que, porém, gosta de guardar tudo aquilo que julga de interesse do leonísmo para repassar ao conhecimento dos estimados Companheiros, Companheiras e Domadoras.

            É o que ocorre agora. Encontrei uma escrita em meus arquivos, li, gostei e estou repassando para que vocês, eventualmente, aproveitem o tema para alguma instrução leonística em uma das suas próximas assembleias.

            O caso é o seguinte:

            Um Companheiro, que regularmente participava e prestava serviços a um Lions Clube, sem nenhum motivo aparente ou qualquer aviso, deixou de participar das atividades do Clube. Depois de quatro ausências seguidas, um dos líderes daquele Clube decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria.

            O líder encontrou o Companheiro em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, o Companheiro deu as boas-vindas ao líder, conduzindo-o a uma cadeira perto da lareira e ficou esperando.

            No silêncio sério que se formara, apenas contemplavam a dança das chamas em torno das lenhas que ardiam.

            Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formavam e, cuidadosamente, selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.

            O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos, a chama da brasa solitária diminuiu, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.

            Em pouco tempo, o que antes parecia uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.

            O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

            Quando o líder alcançou a porta para sair, seu anfitrião disse: “Obrigado pela visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convício do grupo na próxima reunião. Deus te abençoe.”

            Reflexão:

            Aos membros do grupo vale lembrar que eles fazem parte da chama que, longe do grupo, perdem todo o brilho.

            Aos líderes vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um, e por promover a união entre seus membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

Comentários  

0 #1 José Antonio Rossato 25-07-2018 20:33
O volume das brasas é diretamente proporcional ao calor emitido.
Parabéns !
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