Carta aberta aos Presidentes dos Conselhos de Governadores dos

Distritos Múltiplos do Brasil

PDG ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI

Ilustres Companheiros Leão e Dulcíssima Companheira Leão

CC GERVÁSIO BARBOSA DE ARAÚJO – Presidente do DMLA

CC ADILSON DE LIZIO – Presidente do DMLB

CC GEORJOS SABA ARBACHE – Presidente do DMLC

CC LIZA CRISTINA GANEM NOVAES – Presidente do DMLD

           

Apesar das sérias divergências existentes na ocasião, por decisão aprovada na 45.ª Convenção do Distrito Múltiplo “L”, realizada em maio de 1988 na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, e homologada pela Diretoria da Associação Internacional de Lions Clubes durante reunião realizada em 04 de julho de 1988, na cidade de Chicago, Illinois, Estados Unidos, foi sacramentado o redistritamento do leonismo brasileiro.   Tanto é que, a partir do ano leonístico 1999/2000, nosso território passou a contar com quatro Distritos Múltiplos (os atuais LA, LB, LC e LD).

            O antigo CNG-Conselho Nacional de Governadores, extinto com o redistritamento, possuía em seu acervo histórico resoluções que foram aprovadas ao longo da sua existência, o mesmo ocorrendo com os Anais das Convenções Nacionais. Muitas dessas resoluções, apresentadas por ilustres Companheiros Leão e Clubes de tradição, se constituem em verdadeiras páginas de saber e pérolas leonísticas, orientando e transmitindo instruções que alavancam os mais puros ideais do nosso movimento.

            Durante as reuniões que envolveram a aprovação do redistritamento, ventilou-se, de forma clara e insofismável, que as resoluções pertencentes ao acerco histórico do Distrito Múltiplo “L” (leia-se Convenções Nacionais) e do CNG seriam repassadas aos Distritos Múltiplos que seriam criados, para eventuais aproveitamento e reedições. Foi a promessa da ocasião. Eu estava lá e participei dos fatos, pois fui Governador 1997/1998 e, portanto, membro do Colegiado do CNG naquela gestão.

            Muitos dos dirigentes daquela época já deixaram esse nosso mundo material. Mas deixaram, também, sucessores, sucessores e mais sucessores, que são responsáveis pela sequência dos fatos.

No meu modestíssimo entendimento, se alguma providência, mesmo atualmente, não for tomada pelos responsáveis pelo leonismo brasileiro, as resoluções aprovadas e existentes nos Anais do antigo CNG e das Convenções Nacionais cairão definitivamente no esquecimento e se tornarão páginas mortas na história do nosso movimento. Seria verdadeiramente lamentável! É um valioso acervo leonístico que está se exaurindo e virando pó por culpa exclusiva dos dirigentes.

            Os responsáveis pelo leonismo brasileiro ainda não se reportaram ao passado, em busca das normas e procedimentos que foram estabelecidos, representados por Resoluções das Convenções Nacionais (1954-1998) e por Resoluções do CNG (1960-1998). São documentos que consolidam a própria história do Leonismo no Brasil, editados durante quatro décadas e meia e que precisam ser preservados. Documentos, por exemplo: que aprova o cântico do Hino à Bandeira no início das assembleias; que aprova a adoção da Invocação a Deus; que aprova o Compromisso de Posse do Leão; que institui a abertura das assembleias com os dizeres “Invocando a Deus pela grandeza da Pátria e pela paz entre os homens (hoje pessoas), declaro aberta a sessão”; que estabelece setembro como Mês das Domadoras (hoje Mês das Domadoras e da Mulher no Leonismo); que aprova o Dia Nacional do Leonismo; que obriga os Lions Clubes elaborarem seu Regimento Interno com base no modelo oficial da Associação; que recomenda a admissão da Domadora como Companheira Leão; que aprova o Dia do Hino Leonístico; que aprova e recomenda a afixação da Estrela do Governador nos estandartes dos respectivos Clubes; que estabelece o Mês dos Ex-Presidentes de Clubes;   que institui a campanha “Uma bandeira do Brasil em cada sala de aula” como atividade permanente dos Clubes; que reconhece a AGDL como órgão auxiliar; que instiui a Semana do Leonismo; que proíbe, nas Convenções, o uso de uniformes e distintivos por pessoas estranhas ao leonismo; que declara abril como o Mês do Leonismo; que aprova o cerimonial de boas-vindas ao Leão transferido de um outro Clube; que aprova o Dia do Estandarte dos Lions Clubes do Brasil. Estes são alguns documentos que vieram à minha mente, dentre centenas de outros existentes e editados oficialmente. Qual o Distrito Múltiplo que reeditou esses documentos? Referidas normas, hoje, são praticamente observadas pelos usos e costumes, pois, com o redistritamento, elas deixaram de existir oficialmente, não foram reeditadas e, portanto, ninguém sabe quem é o pai das crianças.

            A VIII Convenção do Distrito Múltiplo LC aprovou moção de minha autoria, que evidentemente passou pela aprovação do Clube ao qual pertenço e do próprio Distrito LC-6. Tal documento propunha que fosse criada uma comissão de alto nível, composta por dirigentes dos Distritos Múltiplos LA, LB, LC e LD. Referida comissão deveria manter contatos com os últimos dirigentes remanescentes do antigo CNG, visando obter o acervo das moções que pertenciam àquele órgão máximo do leonismo brasileiro. De posse do acervo, a comissão os repassaria aos Presidentes dos Conselhos de Governadores dos Distritos Múltiplos, para que estes fizessem uma triagem das moções e reeditassem aquelas que julgassem indispensáveis aos salutares propósitos leonisticos. Foi feita alguma coisa? Alguém tomou alguma providência? Creio que não!

            Daí o motivo desta carta aberta aos ilustres Presidentes dos Distritos Múltiplos brasileiros que, no meu entendimento, são os principais dirigentes indicados para cuidar do envolvente assunto. Ainda há tempo!   Alguma coisa precisa ser feita para salvar aquele acervo histórico do leonismo brasileiro! Os responsáveis precisam fazer alguma coisa para resgatar nossa história.

            Durante a IX Convenção Anual da Associação Internacional de Lions Clubes, realizada em Cedar Point, Ohio, Estados Unidos, no período de 29 de junho a 02 de julho de 1925, a extraordinária Helen Keller concitou os Leões a se “tornarem os paladinos dos cegos na luta contra a escuridão”. Seu apelo motivou Lions Internacional, que passou a ampliar cada vez mais seus programas de combate e prevenção da cegueira. Parafraseando a notável e histórica humanista, ouso concitar os ilustres Presidentes dos Distritos Múltiplos a se tornarem os paladinos dos Leões na reedição das antigas Resoluções do CNG para salvaguardar a história do leonismo brasileiro.

            Estou fazendo este alerta, como membro que fui do Colegiado 1997/1998 do CNG, e portanto parte da história, na esperança de ainda ver alguma sinalização positiva para com este importantíssimo assunto.

            Na medida do possível, procuro sempre fazer a minha parte!

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