Um novo encaminhamento aos Presidentes dos Distritos Múltiplos

PDG ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI

Ilustres Companheiros Leão e Dulcíssima Companheira Leão

CC GERVÁSIO BARBOSA DE ARAÚJO – Presidente do DMLA

CC ADILSON DE LIZIO – Presidente do DMLB

CC GEORJOS SABA ARBACHE – Presidente do DMLC

CC LIZA CRISTINA GANEM NOVAES – Presidente do DMLD

            Quando um jovem pertence ao Leo Clube é denominado oficialmente de Leo ou Companheiro Leo. Já quando pertence ao Clube de Castores recebe o tratamento de Castor ou Companheiro Castor.

            Agora, quando não pertence a nenhuma daquelas duas notáveis entidades de jovens, os filhos dos associados pertencentes à família leonística tem os mais diversos tratamentos, que variam de acordo com as regiões do País, tais como “leonitos”, “filhotes”, “guris”, “juventude leonística” e até “gatinhos” (essa é demais: gatinhos filhos de Leões).

            É natural, e concordo, que as práticas e costumes regionais devem ser respeitados no que diz respeito às suas tradições, mas, quando se trata de leonísmo, as tratativas protocolares padronizadas devem envolver todos os rincões da Pátria, de norte a sul, de leste a oeste, a fim de configurar uma verdadeira unidade nacional.

            Acredito que chegou o momento, se é que já não passou da hora, dos dirigentes do leonísmo nacional assumirem a responsabilidade, de forma direta e objetiva, para solucionar essa pendência que existe deste o início da nossa história no Brasil, e encontrar uma denominação oficial para o nome dos filhos dos nossos associados que não pertençam aos movimentos Leoístico e Castorístico, padronizando uma tratativa única para o território nacional.

            Pessoalmente, e nesse sentido, tenho procurado fazer a minha parte. Em janeiro de 1988, quando era Governador do então Distrito L-17, encaminhei proposta ao Presidente 1997/1998 do CNG-Conselho Nacional de Governadores do Distrito Múltiplo L, onde, em longo arrazoado, sugeri providências a respeito do assunto. Minha proposta foi registrada nos anais do Colegiado. O Presidente do CNG, através do ofício n.º 1304, de 03/04/1998, transferiu minha proposta para o Presidente da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos daquele ano leonístico. Este, pelo que consta, não deu andamento ao processo ou, se o fez, não providenciou qualquer divulgação a nível nacional.

            Tanto é que a situação persiste até hoje e, em todo Brasil, continuamos com os carinhosos títulos de “leonitos”, “filhotes”, “guris”, “juventude leonística”, “gatinhos” e outras expressões de alcance menor.

            Em tudo que diz respeito à minha vida leonística, e lá se vão 40 anos, uma coisa é certa: nunca abandonei uma idéia ou me dei por vencido, especialmente em defesa das ideias que considero justas e adequadas.

            Estou voltando ao assunto, agora junto aos notáveis Companheiros Leão e Companheira Leão Presidentes dos Distritos Múltiplos brasileiros. Proponho a realização de estudos, através de uma comissão de alto nível, ou até mesmo a realização de um concurso nacional, que tenha por objetivo encontrar uma denominação oficial para os nomes dos filhos dos associados do Lions que não pertençam aos movimentos Leoístico ou Castorístico, padronizando, de forma definitiva, uma tratativa única para todo o território nacional.

            E essa minha proposta é perfeitamente viável. Afinal de contas, em 1954, para escolha do seu lema oficial, Lions Internacional não realizou um concurso internacional que, na época, envolveu seus mais de quinhentos mil associados? E não pediu, no formulário de inscrição do concurso, que os participantes sugerissem um lema para ser duradouro, de caráter internacional e facilmente traduzido? E que o lema sugerido deveria ter um máximo de cinco palavras? Como todos sabem, o vencedor do concurso foi o Leão canadense D. A. Stevenson, com um lema que continha apenas duas palavras: “We Serve” (Nós Servimos”).

            Se Lions Internacional realizou um concurso internacional para adotar seu lema, por que os Distritos Múltiplos não podem realizar um concurso nacional para adotar um nome oficial para os filhos dos associados dos Lions Clubes que não pertençam aos movimentos Leoístico e Castorístico?

            Com a devida vênia, fica a minha sugestão!

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