Atacado x Varejo

PDG ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI

            A nova estrutura organizacional que Lions Internacional determinou para os Lions Clubes, a partir deste ano leonístico, veio para ficar e faz parte do projeto que a matriz determinou aos seus afiliados. Isso é fato. Ponto!

            Não compete aos Leões, inclusive eu, contradizer ou questionar a proposta. Nossa entidade, que é a maior entre aquelas que prestam serviços humanitários, estabelece regras a serem cumpridas pelas suas ramificações, que são os Lions Clubes. Ponto!

            Manifestei, em escrita recente, minha modesta opinião a respeito dessa questão. Disse, na ocasião, que Lions Internacional, vez ou outra, lança programas destinados a aperfeiçoar e atingir os objetivos do nosso movimento. E que esses programas, geralmente, são propostos para ir se aprimorando e fincando raízes com o passar do tempo. E afirmei, também, que isso tem razão de ser, pois as grandes ideias somente são alicerçadas definitivamente com o desenvolver das suas aplicações práticas. Ou seja, Lions Internacional lança suas propostas no atacado para que suas unidades executoras, que são os Lions Clubes, as apliquem no varejo.

            Desta feita, contudo, a associação lançou o programa da nova estrutura para aplicabilidade imediata, ou seja, para entrar em vigor ainda neste ano leonístico 2018/2019.

            Tive oportunidade de analisar o projeto e os fatos que lhe deram origem. Na teoria trata-se de um programa fantástico, que valoriza especialmente a Equipe de Ação Global (GLT, GMT e GST) dos Clubes, e que já estava em funcionamento. Um programa digno da modernidade deste século 21. Um programa que exige, em cada Clube, um mínimo de 20 associados ativos para preenchimento dos cargos que ele propõe.

            Minha primeira observação foi a rapidez com que Lions Internacional aprovou e encaminhou essa nova estrutura organizacional, que no Brasil é representada pelos nossos quatro Distritos Múltiplos: 1) a aprovação da proposta foi uma decisão da Diretoria Internacional durante reunião realizada em janeiro de 2018; 2) foi referendada em uma reunião do GAT (Global Action Team) de Lions Internacional, realizada em fevereiro de 2018; 3) a documentação alusiva à implantação do organograma foi enviada por LI diretamente aos GATs dos Distritos Múltiplos; 4) os Assessores dos GATs dos DMs encaminharam a documentação aos seus respectivos Presidentes; 5) por solicitação dos Presidentes dos Distritos Múltiplos, seus Secretários repassaram a documentação aos seus Governadores de Distrito em março de 2018; 6) Os Governadores de Distrito, pelo que consta, repassaram o organograma aos seus Clubes subordinados, para aplicação. É de se ressaltar, por justiça e oportunidade, que as equipes dos GLT, GMT e GST dos Clubes já estavam indicadas e implementadas há alguns anos; o que houve, com o novo organograma, foi uma amplitude e um aprimoramento das suas atuações.

            O novo organograma proposto por LI é um verdadeiro sonho. Só que sua aplicabilidade no Brasil, dada a realidade de alguns dos nossos Clubes, deveria merecer uma atenção especial e não ter a exigência de aplicação imediata. Seria preciso, antes disso, o desenvolvimento de um programa de reestruturação de uma grande parte dos nossos Clubes atuais, já que um organograma dessa magnitude, para ser implantado e concluído com sucesso, precisa que um Lions Clube tenha pelo menos 40 ou 50 associados, com sua maioria realmente em participação ativa.

            Volto a dizer, com a devida vênia, que muitas vezes o que existe é falta de questionamento. Foi apresentado um projeto, que, repito, é maravilhoso, mas ninguém questionou a eficácia da sua aplicabilidade imediata. Permito-me indagar: Qual foi o posicionamento dos extraordinários Presidentes 2017/2018 dos Distritos Múltiplos quando receberam a proposta? Questionaram Lions Internacional a respeito de uma eventual impossibilidade de aplicação imediata do organograma recebido? Indagaram se LI conhece a realidade atual de uma grande parte dos Clubes brasileiros? Chegaram a pedir um prazo de carência, de alguns anos, para que a nova estrutura fosse implantada e, nesse período, eles tivessem tempo de organizar um plano de recuperação para que seus Clubes incapacitados fossem colocados em condições de atuar de acordo com a proposta recebida? Sempre é bom lembrar que um dos propósitos dos Distritos Múltiplos é de coordenar as atividades e uniformizar a administração dos seus Distritos subordinados. E, para ilustrar, um exemplo hipotético: suponhamos um Lions Clube que, desde o ano leonístico passado, estivesse com 10 ou menos associados, em estado de insolvência, com um Presidente totalmente desinteressado e sem cumprir suas obrigações leonísticas. Pois bem, esse Presidente, hoje, pelo novo organograma de Lions Internacional, é o “Coordenador de LCIF” do Clube. O que esperar?

            Existe uma necessidade premente de se repensar a questão da estrutura dos Clubes brasileiros, especialmente para aqueles que exigem um número mínimo de associados para que cumpram as finalidades a que se propõem. Tenho em mãos as estatísticas oficiais do leonismo brasileiro referentes ao mês de novembro de 2018. O número de Clubes irregulares impressiona. No Brasil temos uma média de 32% dos Clubes com menos de 20 associados   (DMLA = 35%, DMLB = 27%, DMLC = 43% e DMLD = 19%). No DMLA temos uma média de 35% dos Clubes com menos de 20 associados (LA-1 = 42%, LA-2 = 29%, LA-3 = 41%, LA-4 = 30%, LA-5 = 35% e LA-6 = 36%). No DMLB temos uma média de 27% dos Clubes com menos de 20 associados (LB-1 = 27%, LB-2 = 33%, LB-3 = 27% e LB-4 = 23%). No Distrito DMLC, o que está em piores condições, temos uma média de 43% dos Clubes com menos de 20 associados (LC-1 = 47%, LC-2 = 70%, LC-3 = 44%, LC-4 = 37%, LC-5 = 59%, LC-6 = 41%, LC-8 = 9%, LC-11 = 36% e LC-12 = 41%).   No Distrito DMLD, o que está em melhores condições, temos uma média de 19% dos Clubes com menos de 20 associados (LD-1 = 17%, LD-2 = 22%, LD-3 = 34%, LD-4 = 9%, LD-5 = 22%, LD-6 = 29%, LD-7 = 13%, LD-8 = 10% e LD-9 = 24%).

            O quadro acima não é nada animador e apresenta algumas nuvens negras encimando-o. Mas não fui eu quem o pintou.

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