Estamos nos preparando para o

funeral do protocolo leonístico?

PDG ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI

            A literatura ensina que o protocolo é irmão da etiqueta e da educação, filho do bom-senso e das boas maneiras.   Na teoria isto e lindo, muito lindo!   Só que, na prática, alguns membros da família leonística estão tratando esses nossos parentes de forma deselegante; e, em alguns casos, até mesmo vexatoriamente.   E a constatação desse fato depõe contra a excelência que deve envolver e nortear nossas atividades.

            Alguns atos que tenho observado, nos últimos tempos, chega às raias do absurdo.  Principalmente levando-se em conta que agressões inadmissíveis contra o protocolo leonístico têm sido praticadas por Leões que estão há longos anos no movimento.  E estes, pelo menos, têm por obrigação conhecer um mínimo que seja das regras que devem conduzir nossas solenidades.  Ou, se não conhecem, devem perguntar e pesquisar.  Isso não é desdouro para quem quer que seja, já que ninguém nasce sabendo.

            Que absurdos são estes?  Exemplificando, e para não saturar a paciência de ninguém, vou comentar três situações constatadas:

            1) - Por mais que o assunto tenha sido discutido e martelado, ainda são cometidos erros lamentáveis quanto ao posicionamento das bandeiras nos respectivos mastros ou suportes.  Presume-se que cada Clube deve ter, em seus arquivos, dezenas de instruções e orientações sobre a ordem de colocação das bandeiras; basta apenas consultar.  Participei de uma importante solenidade distrital.  As bandeiras colocadas nos mastros para hasteamento não obedeciam sua ordem protocolar.  E, pasmem, nesta solenidade convidaram um graduado dirigente leonístico - que por sinal foi o orador oficial do evento - para hastear uma bandeira que estava no lugar errado.  Prefiro acreditar que o rubor que se apossou do seu rosto foi originado pelo sol que no momento brilhava sobre o local...

            2) - Formação da mesa dirigente tem sido outro ponto de desacato ao protocolo leonístico.  Especialmente em solenidades de Clubes.  O puxa-saquismo natural para com as pessoas da comunidade, que evidentemente merecem as honrarias, só que nos lugares que lhes competem, foi por mim observado em inúmeras oportunidades.  Ora são vereadores ou representantes do prefeito que são declinados em detrimento a Ex-Governadores presentes;  outras vezes presidentes de Rotarys ou Lojas Maçonicas são convidados antes de dirigentes leonísticos graduados;  até mesmo prefeitos são chamados antes de Ex-Governador Imediato ou Vices-Governadores do Distrito.  E assim a barca vai, cada vez mais desgovernada simplesmente por falta de quem a conduza com zelo e competência.

           

            3) – E o Mestre de Cerimônia?  Em alguns casos a atuação chega a ser lamentável.  Menos por culpa dos Companheiros convocados para as funções, sem conhecê-las, mas por culpa exclusiva dos Presidentes e Diretores Sociais, aos quais cabe a definição do protocolo e a orientação de todos que estejam envolvidos na programação.   Existe aquele Mestre de Cerimônia que pega o microfone no início da festiva e larga somente no fim, cometendo inclusive o sacrilégio conceder ou anunciar a palavra de dirigentes.  Tem outro que gosta de imitar o apresentador de tele-jornal, comentando toda notícia que divulga.  Há também aquele que gosta de fazer introduções sobre as qualidades pessoais de Companheiros, quando não das suas próprias, relatando que fez isso ou aquilo.  Se não bastasse, antes de devolver o colar faz uma longa peroração, cheia de citações e salamaleques, para agradecer penhoradamente o privilégio de ter sido designado para as funções.  Sinceramente, não há... tempo que não estoure.  O Mestre de Cerimônia é peça importante numa assembleia, pois a ele cabe uma parte da  direção dos trabalhos.  Mas ele deve conhecer as regras e saber aplicá-las, pois é somente executor de um ritual; nada mais que isso.

            Como disse, esses são apenas três exemplos, pois se fosse relatar dezenas e dezenas de outras falhas que tenho observado provavelmente esta mensagem iria longe demais.

            Existem culpados pela degringolada que está havendo no desprezo e desrespeito ao protocolo leonístico?  Claro que sim!  Somos todos culpados!  Eu, você, Presidentes de Clubes, Coordenadores de Divisão e Região, Assessores, Ex-Governadores e o próprio Governador do Distrito.  Cada um deve atuar no limite da respectiva competência para tentar salvar um dos mais lindos procedimentos leonísticos que é o seu protocolo.

            Senão?  Bem, senão vamos nos preparar para o funeral do protocolo leonístico.  Mas, por gentileza, que nas exéquias, como despedida final, sejam utilizadas flores roxas e amarelas para simbolizar as cores oficiais do Lions, cuja observância será, de certa forma, um meio de nos lembrarmos do protocolo leonístico.

Comentários  

0 #4 Fabricio G. Antonio 23-02-2016 13:12
O que vemos hoje é uma desinformação a respeito do Protocolo Leonistico. Com várias pessoas querendo personalizar para seus Clubes os Protocolos, transformando assim por muitas vezes desleixado de até de forma vexatória. Mas devemos sim continuar batendo em cima para a padronização adequada do seu uso. Através de correspondências e informativos, assim bem como oficinas em diversas situações.
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0 #3 IPDG CL Fco.Mauricio 15-02-2016 13:51
Caro CL Andriani a instrução leonística vem realmente de encontro com o descaso que estamos tratando o nosso protocolo, mais não culparia os padrinhos até por que são os menos culpados.
Digo que a culpa é de todos como foi citado.
Ouvimos muitos de alguns CCLL se referindo aos mais novos quando eles vêm pedir informações sobre o Protocolo dizendo deixa disso é perda de tempo, vai fazendo assim mesmo. Até por que, eles também não sabem como orientar.
Temos em todos os Distritos os seminários para novos dirigentes e se comparece a metade dos CCLL é muito.
Na realidade o que esta faltando é vivenciarmos mais o nosso Movimento para que também não tenhamos que ir no funeral.

IPDG CL Fco. Mauricio G. Silva
DLC-2
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0 #2 Nei Ballverdú 15-02-2016 10:09
Concordo plenamente com o CL Andriani, pois o protocolo do Lions sempre foi um dos rituais mais interessantes da Instituição, que além de comprometer os presentes, torna elegante a cerimônia dos clubes, mas como quase tudo, está moribundo e poderemos ir a seu funeral a qualquer momento.
Certamente que a culpa é nossa, de todos nós leões, principalmente os de juba mais longa, que aos poucos fomos permitindo este acontecimento.
Mas o que me traz a este comentário, são outras tantas preocupações, como a dificuldade em conseguirmos novos sócios. Na minha modesta opinião, os clubes recebem a visita do governador uma vez por ano e depois ficam órfãos pelo resto dos 364 dias do ano. E, na maioria das comunicações que recebemos, sempre são cobranças, em especial das taxas distritais e internacionais, o que fica parecendo que o pagamento é mais importante do que as ações dos clubes. Acho que tá na hora de uma grande reciclagem, sob pena do funeral não ser só do protocolo... Saudações!
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+1 #1 Rubens Perez 12-02-2016 15:14
Tem razão CL. Andriani, somos todos culpados. Aceitamos aberrações praticadas por companheiros despreparados apenas por medo de perdê-los.
E os padrinhos, onde estão? Ser padrinho é muito mais que apresentar novo companheiro. É preciso que sejam cobrados por quem de direito. Sua luta é necessária portanto, continue.
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