Fala3

Protocolo, sempre o protocolo!

 

PDG ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI

            Fico cada vez mais entristecido e verdadeiramente apavorado quando observo o protocolo desenvolvido em algumas unidades leonísticas. Em alguns casos chega a ser lamentável. E tudo isso por culpa exclusiva dos dirigentes!

            Protocolo leonístico é um assunto envolvente e apaixonante.

            Existe muita gente ditando regras. “Não pode isso”, “Não pode aquilo”, “Desse jeito está errado”, “Não fala isso”.   Não, não, não... O que não falta é regra dizendo como devemos nos comportar. Já li muita coisa sobre isso.

            Deixar as regras de lado, como se não valessem nada, talvez seja uma decisão ingênua, e que beira à irresponsabilidade. Por outro lado, seguir a cartilha como se fosse um dogma limita nossa liberdade e impede que exploremos de forma ampla nosso potencial. Com o protocolo leonístico acontece isso.

            Lions Internacional já definiu, há muito tempo, que o protocolo deve ser adaptado aos usos e costumes locais. Existem, porém, algumas regras básicas e necessárias que são exigíveis e devem ser obedecidas pelos Clubes.

            Os melhores dicionários já indicam que protocolo é cerimonial, formalidade e normas de etiqueta.

            No leonismo o protocolo é “Irmão” da etiqueta e da educação, e “Filho” do bom-senso e das boas maneiras. Só que, cá entre nós, como alguns Clubes estão maltratando esses nossos parentes...

            Dezenas e dezenas de publicações já foram escritas sobre o protocolo leonístico, além da constante realização de cursos, seminários, reuniões, debates etc. Tudo, lamentavelmente, de uma inutilidade impressionante, dado o seu não-cumprimento, a sua não-observância, que atingem as raias da irritabilidade e do desespero de quem deseja vê-lo respeitado e cumprido, ainda que precária e parcialmente.

            No protocolo, que todos acham importante mas poucos procuram conhece-lo, geralmente predomina o “achismo”, ou seja, “acho que está tudo bem, de qualquer maneira que seja feito, desde que não atrapalhe a reunião”.

            Não se pode pensar em modernidade, progresso e novas conquistas sem o respeito e a disciplina.

            Está claro que todos sabemos que o Lions não é berçário ou jardim da infância, que exigem vigilância permanente. É claro também que todos sabemos que Lions é voluntariado, que requer compromisso. Mas todos sabemos, igualmente, que ele é um voluntariado com responsabilidade.

            O protocolo leonístico envolve uma série de medidas preparatórias. Já vi Companheiros e até Clubes defenderem a posição de que protocolo é desnecessário nas reuniões habituais do Clube; que a utilização do protocolo é enfadonha, representa perda de tempo e se caracteriza como imposição, de certa forma arbitrária, de procedimentos ditos protocolares; e que melhor seria a adoção de uma reunião leve e descontraída, sem maiores formalidades e preocupações. Felizmente poucos deram guarida a essa linha de pensamento. A ordem é necessária ao desenvolvimento de qualquer atividade, senão instala-se o caos.

            No Lions a disciplina tem sua razão de ser e traduz-se em normas de conduta que são sugeridas, mas jamais impostas.

            A experiência tem demonstrado que o Clube que cultua a tradição da ordem, de acatamento das regras e da aceitação de certas restrições tende a uma vida mais longa e produtiva, proporcionando ao seu corpo associativo um companheirismo mais vigoroso e uma amizade mais profunda.

            É desejável que o protocolo leonístico seja um parâmetro a ser observado por Companheiros, Companheiras e Domadoras.

            No Lions a prática do protocolo é uma forma de reconhecer os méritos de alguém, de manifestar o respeito pela nossa instituição e de valorizar a nossa autoestima.

            É desejável, então, quer todo Leão se interesse por conhecer e exercitar os procedimentos sugeridos por Lions Internacional. Assim, evitará constranger, por atitudes indevidas, associados, dirigentes leonísticos e autoridades presentes às reuniões de qualquer âmbito, desde os mais simples encontros de diretoria e assembleias do Clube até às Convenções e Reuniões Distritais.

            A elaboração de um protocolo adequado não é tarefa difícil, mas requer tempo, conhecimento, habilidade, bom-senso, humildade e dedicado planejamento, para que erros inadmissíveis não sejam cometidos.

            Sou apenas um Companheiro Leão curioso e que gosta de estar sempre aprendendo. Já tive oportunidade de enviar, através desta coluna, algumas mensagens sobre protocolo leonístico. Pretendo, no futuro, continuar a fazê-lo, se Deus assim o permitir. Adianto que não haverá qualquer novidade, pois quase tudo já foi escrito a respeito. Será apenas uma colaboração para avivar aquilo que existe e precisa ser colocado em prática.

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