WALDIR
 
É com grande pesar que comunicamos no dia 12 de junho de 2.019m  o falecimento do Ex-Prefeito de Tanabi Dr. Waldir de Carvalho( Dr. Waldir de Carvalho - 01.02.83 a 31.12.89).
Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares ratificando nossos votos de pesar pela grande perda e agradecimentos à dedicação e trabalho prestado ao Município.
Aos que desejarem prestar as últimas homenagens, comunicamos que o velório será realizado nas dependências da Câmara Municipal de Tanabi nesta quarta-feira 12/06, a partir das 05:30 horas, Ocorrendo seu sepultamento no cemitério Jardim da Igualdade , às 17:30 horas.

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Do DIARIO DA REGIÃO, de 13/11/2016, encontramos esta reportagem 

O coração do advogado de Tanabi Waldir de Carvalho, 81 anos, é uma máquina. Neste ano, completou 30 anos impulsionando o sangue e a vida de Waldir. Nunca um transplantado sobreviveu tanto tempo no Brasil com um coração de outra pessoa, de acordo com o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, onde foi feita a cirurgia.

Sem essa segunda vida, Waldir não veria o nascimento de seis netos e três bisnetos. Nem faria as duas coisas de que mais gosta na vida: pescar e atuar no Tribunal do Júri. Já participou de mais de 200, nas contas dele. Em breve terá outros três. "A maioria dos que defendo sai pela porta da frente do Fórum", garante.

A primeira vida do advogado começou a dar sinais de cansaço em 1982, quando ele tinha 47 anos e era candidato a prefeito de Tanabi. Foi pescar no rio Grande em Fronteira (MG) e, ao retornar para o rancho carregando o saco de peixes nas costas, sentiu uma dor intensa no peito. Ele não sabia, mas havia infartado.

Waldir, que acabou eleito, sofreria outros quatro infartes. Um deles muito grave, durante um jogo do Tanabi Esporte Clube. No IMC em Rio Preto, os médicos diagnosticaram miocardiopatia, doença que deteriora o músculo do coração. O órgão ganhou três pontes de safena, mas de nada adiantou. Waldir só piorava.

A única salvação era o transplante. Como Rio Preto não oferecia o procedimento na época, o jeito foi buscar tratamento do Incor em São Paulo. Enquanto o vice-prefeito administrava a cidade, Waldir alugou um apartamento na Capital e entrou na fila de espera por um novo coração. Na época, o Incor já era referência em transplante cardíaco, sob a coordenação de médicos famosos como Adib Jatene e Euryclides Zerbini.

Foi um ano e meio de espera. Enquanto isso, Waldir definhava. Só um quarto do seu coração funcionava. "Não tinha forças para nada", lembra. O mês de agosto de 86 chegou e, sem perspectiva de um órgão para transplante, o advogado encarava a morte muito próxima. "Eu sabia que era questão de horas para morrer. Então pedia a Deus para me segurar neste mundo." No dia 28, véspera do seu aniversário de 51 anos, Jatene entrou no quarto do hospital onde estava Waldir:

"Temos uma ótima notícia para te dar."

"Tem um coração para mim?"

Tinha. Era o de um jovem de 18 anos assassinado no Centro de São Paulo. O rapaz trabalhava em uma lanchonete onde ladrões se esconderam da Polícia Militar. Na troca de tiros, um deles atingiu em cheio a cabeça do jovem. Foram 10 horas de cirurgia, que avançou pela madrugada do dia seguinte. Waldir acordou quatro dias depois, ainda na UTI. Devagar, levou a mão ao peito, sentiu o "tum-tum" do novo coração, começou a chorar copiosamente. Era o dia do renascimento.

Um mês depois, o advogado retornou a Tanabi. Foi recebido com festa e carreata desde a entrada da cidade. Finalmente assumiria de fato a prefeitura. Finalizou o mandato e, de coração novo, passou a cuidar da advocacia. Sua sobrevida superou todas as expectativas médicas. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o tempo médio de sobrevida de um transplantado do coração é de 59% no sexto ano após a cirurgia.

O coração, 33 anos mais jovem do que o próprio Waldir, não dá mostras de cansaço. "Só sofre um pouco em dias de jogo do Corinthians", diz. Daqui oito meses, Waldir vai bater o recorde mundial de sobrevivência com coração transplantado: 30 anos, 11 meses e 10 dias, do norte-americano Tony Huesman, morto em 2009. Mas sua meta é muito mais ambiciosa: viver até os 100 anos. "Depois, aí sim posso ir embora."

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